segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sou .



Sou um copo de leite morninho transbordando de Nescau cereal.

Sou músicas antigas que fazem qualquer um chorar.

Sou um diário abandonado que às vezes é lembrado e volta a ser escrito.

Sou "Pancada Grande", sou Pratigi, sou Ituberá.

Sou coca-cola com lasanha, pipoca com leite Moça.

Sou Corel Draw e finjo ser Photoshop.

Sou um aqui, um acolá, sou inconstante.

Sou um louvor que rasga a alma e faz refletir.

Sou uma bola suja de lama.

Sou uma pipa no ar.

Sou um bichinho abandonado.

Sou ET, acredite quem quiser.

Sou um sentimento que ficou vago.

Sou um amor que nasceu. Sou outro que morreu.

Sou chuva e um edredom quentinho.

Sou chuva novamente, gosto de ser. Ela me inspira.

Sou arco-íris.

Sou um treliche e muitos segredos.

Sou irmã mais velha de Laiane.

Sou uma voz que alguns admiram.

Sou jovem guarda, sonhos onde nunca fui.

Sou desejos, ideais, emoções.

Sou Cantares de Salomão.

Sou a comida da vovó.

Sou comédias românticas, com certeza "Dança comigo?".

Sou gritos, sou lágrimas fáceis de cair.

Sou carinho que muitos procuram, sou mágoas que muitos causaram.

Sou tudo que me compõe, que me preenche.

Sou um pedaço dos que me amam.

Sou palavras que nunca foram ditas. Canções que nunca foram escritas.

Sou a complexidade do ser, a alegria do estar.

Sou menina, sou mulher, poetiza da própria vida. E assim sigo feliz,

sendo simples e puramente Lais.



Lais Almeida

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